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O sequestro do corpo na escola moderna (part.1 ou o começo do fim)

O sequestro do corpo na escola moderna (part.1 ou o começo do fim)

Quando digo corpo, o digo porque não acredito em separação entre mental e físico. O que nos atravessa deixa marcas na memória. Memória essa que pode ser revisitada através do corpo. Um corpo cunhado de memórias. Memórias que são afetos.

Onde se aprende que para o conhecimento ser grandioso ele tem que ser abstrato? Porque aprendemos, na escola, através de um quadro, dentro de uma sala fechada com luz artificial, algo que pode ser apreendido de forma lúdica sob a luz do sol e
com a matéria viva? Por que as escolas insistem em manter grades (de ferro ou curriculares) que aprisionam o infinito campo do saber?

Vamos voltar um pouco na história para entender uma das heranças que a escola moderna se pauta. O ponto de partida vai ser na Grécia Antiga, o chamado berço da filosofia. A ocidental, bom deixar isso claro.

Uma vez Platão disse “só aquele que renunciar em absoluto ao uso dos sentidos pode elevar-se. Só através da razão, alguém pode aceder à essência das coisas”.

Não que Platão não tenha razão no que disse, até porque, se pararmos para pensar, ele próprio apreendia o mundo e a vida fora de uma sala de aula. Mas uma adaptação vulgar foi feita e nos tiraram os sentidos e o sentir no campo educacional.

Hoje a escola, tal qual concebemos, tenta ao máximo separar o sentido da aprendizagem. Esse modelo de educação vem constituindo indivíduos alienados dos próprios processos de vida e cuidado de si. Angustiados e deprimidos.
Corpos embrutecidos, entristecidos e ressentidos.

Nos vendem a ideia de um lugar tão bom… Porque os indivíduos que ali ocupam estão nessa situação? Ou melhor, pra Quem(s)?

#Reconsidere