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Educação e Religião

Educação e Religião

Precisamos debater o papel do ensino religioso nas escolas.

Já se perguntou alguma vez por que motivos a educação religiosa é incluída na grade escolar e quais são as suas motivações?

Como todos sabemos o Brasil é um Estado laico, sendo a separação entre Igreja e Estado uma premissa constitucional da Democracia Republicana brasileira. Além disso, a liberdade de culto é garantida pelo Art.

5, inc. VI da Constituição Federal de 1988, o que significa a não existência de hierarquizações entre práticas e experiências religiosas em âmbito legislativo.

É impossível segregar a dimensão religiosa de outros aspectos da vida prática, o que torna cada vez mais urgente, quando pensamos em uma escola-cidadã, ampliarmos o debate a respeito da pluralidade, multilateralidade e diversidade do fazer religioso. Nesse sentido, o ensino religioso nas escolas poderia significar um avanço para o fim da intolerância e do ódio fundamentalista, problemáticas cada vez mais presentes na realidade sócio-política nacional.

Contudo, o que infelizmente temos observado é a utilização da disciplina em prol da cristalização do mesmo preconceito que ela poderia ajudar a erradicar. Em muitos casos, o ensino religioso é instrumentalizado como ferramenta de conversão de alunos às praticas cristãs (católicas e protestantes) e como espaço de fundamentação do ódio, demonização e preconceito contra outras experiências, principalmente, as que possuem matrizes africanas, como a Umbanda e o Candomblé. Os casos de violência moral, e mesmo física, são inúmeros, e somente consideramos os que vêm à tona através da mídia, sendo este o triste quadro perpetuado diariamente em diversas escolas no país.

É necessário rediscutir o papel do ensino religioso nas escolas.

Este é o primeiro passo para o fim da intolerância e preconceito de culto no Brasil!