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Debate de Gênero

Debate de Gênero Educação

Feminismo pra quê?

O debate sobre gênero e educação veio à tona mais uma vez em Niterói. Nesta semana, um colégio particular da cidade cancelou um debate sobre feminismo após pressão de alguns pais e mães de aluno(a)s e setores conservadores da cidade. Na internet, alguns chegaram a alegar que esse tipo de atividade consistia em uma doutrinação do(a)s estudantes. A escola, ao invés de dialogar com os responsáveis, optou por simplesmente desmarcar o encontro, o que gerou revolta de diversos aluno(a)s e militantes da igualdade de gênero que se solidarizaram com a situação.
A partir da compreensão de que o feminismo é um movimento social, cultural filosófico e político de luta por igualdade de direitos e pela garantia da dignidade e da diversidade femininas, nós, do Reconsidere, somos contrários a essa postura unilateral e defendemos a necessidade e a urgência de debater essa temática em todas as escolas!

Não se trata de um debfeminismo dadosate abstrato: a violência contra a mulher – física, sexual, simbólica, patrimonial, obstétrica – é uma realidade concreta que precisa ser discutida e superada. Só na cidade de Niterói, em 2014, houve 5.067 registros de agressão contra a mulher: 13,8 por dia! Companheiros e ex-companheiros são os acusados em um percentual significativo: 9,8% nos casos de homicídio e 33,8% nos casos de tentativa de homicídio.

No total, foram diversas denúncias de ameaça (1.518 casos), lesão corporal dolosa (1.459) e calúnia/difamação (1.408). No Rio de Janeiro o cenário também é alarmante: mais de 55 mil mulheres foram agredidas e quase 5 mil estupradas no mesmo período. Soma-se a isso o fato de que o Brasil é o 5º país com maior índice de feminicídio do mundo e o que mais assassina mulheres transexuais no planeta.

Esses números revelam que o feminismo, ou seja, a busca por igualdade entre os gêneros, não se trata de uma doutrina perversa ou de manipulação maliciosa, mas da busca por uma sociedade mais justa, livre e tolerante e menos violenta e conservadora. Independentemente da diversidade de visões políticas, religiosas e filosóficas – que são saudáveis em um sistema democrático – é fundamental que o debate e a denúncia contra o machismo ocorram e que comecem desde cedo! A escola deveria ser o lugar por excelência de desconstrução dos preconceitos, de estímulo à crítica e à emancipação e de valorização da diferença.

Lamentamos o ocorrido e seguimos na luta pedagógica pela efetiva igualdade entre todos e todas!

 

#Reconsidere

Debate de Gênero Educação

O Protagonismo Feminino – Não Fechem a Minha Escola

A luta contra a reorganização das escolas de São Paulo – proposta do governo de Geraldo Alckmin que fecharia mais de 90 instituições de ensino e afetaria cerca de 300 mil alunos – foi bem sucedida! Na semana passada o governador suspendeu a medida e anunciou que vai dialogar com os pais e estudantes do ensino estadual. A mudança se deve ao movimento de milhares de jovens que há cerca de 1 mês ocuparam escolas e realizaram diversas atividades culturais e manifestações – muitas vezes sendo reprimidos, constrangidos e agredidos pela polícia. Nesses episódios ficou evidente o protagonismo feminino. Milhares de meninas foram às ruas exigir seu direito à educação e a liberdade de expressão, ocupando o espaço público e se organizando em atividades militantes. Em uma sociedade machista como a nossa, essa postura é muito corajosa!

O site QGA reuniu algum dos melhores momentos da ação feminina no combate à reorganização. Vale a pena conferir!

http://qga.com.br/…/10-fotos-que-mostram-a-forca-das-garota…

‪#‎Reconsidere‬
‪#‎NãoFechemMinhaEscola‬

Debate de Gênero Educação

77% das meninas acham que o machismo afeta seu desenvolvimento.

77% das meninas acham que o machismo afeta seu desenvolvimento, já que, desde cedo, ouvem na família e nas escolas que não devem realizar atividades ou escolher profissões consideradas masculinas. Além disso, afirmam que o comportamento feminino considerado adequado é limitador. As informações são da Agência ÉNois. Ainda segundo a pesquisa, desestimular as meninas a fazerem escolhas apenas por causa do gênero pode trazer problemas de autoestima e autoconfiança, além de endossar uma visão machista de que as mulheres são naturalmente menos capazes. Por isso, é fundamental que as escolas e o(a)s profissionais de educação não reproduzam esse discurso nem restrinjam as possibilidades de atuação feminina, incentivando as alunas a fazerem suas próprias escolhas e a perceber e combater o machismo cotidiano.

 

Debate de Gênero

Machismo não tem graça

Machismo não tem graça! A discriminação das mulheres muitas vezes ocorre através de piadas, deboches e brincadeiras, que são formas de minimizar a interiorização feminina. Um exemplo disso é o livro “Piadas sobre Meninas – Para os meninos lerem”, que tem gerado polêmica nas redes sociais. As anedotas foram consideradas machistas, principalmente por afirmar que as meninas são burras, ignorantes e “cabeças ocas”. A violência contra a mulher é também simbólica e pode ser aprendida e estimulada desde cedo. Através de brincadeiras sem graça, muitas meninas podem se sentir constrangidas, ameaçadas, inseguras e desestimuladas. Essas práticas reforçam hierarquias de gênero e incentivam os meninos a acreditar numa suposta inferioridade feminina. A piada é pedagógica e pode ser um instrumento de opressão. Por que não brincar respeitando a todos e todas?

#MachismoNãoTemGraça
#Reconsidere

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O que uniformes escolares têm a ver com a luta por igualdade?

Alunas da Escola Parque, no Rio de Janeiro, mostraram que o machismo pode estar por trás até das convenções e regras comuns nas instituições de ensino.

A diretoria da instituição teria proibido o uso de shorts femininos alegando que a vestimenta poderia “distrair os meninos”. A restrição e, principalmente, a justificativa levou cerca de 40 alunas a fazer uma manifestação, no começo de setembro, vestindo shorts e espalhando cartazes pela escola com dizeres como “não preciso me dar ao respeito porque ele é meu por direito”.

Em entrevista ao jornal O Globo ( leia em http://bit.ly/uniformeescolar0 ) algumas das estudantes questionaram a desigualdade de gênero na escola e afirmaram que a restrição da vestimenta cerceia as meninas por uma suposta imaturidade dos alunos.

“Estão querendo proteger os meninos dos nossos corpos?”, questionou uma estudante do 8º ano, dando uma verdadeira aula de feminismo para os profissionais da educação e alunos conservadores!

Debate de Gênero

Precisamos debater gênero nas escolas.

Você sabia que o gênero é o maior motivo de discriminação nas escolas públicas brasileiras? É o que pesquisadores vem constatando desde 2012, quando um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) entrevistou 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários. De acordo com esses dados, 38,2% têm esse tipo de preconceito, sobretudo partindo dos homens em relação àsmulheres.

Os números revelam que a rotina nas escolas é mais difícil para alunas e funcionárias, que acabam sendo prejudicadas, tolhidas e às vezes agredidas e assediadas por causa do machismo.

A escola deve ser espaço de debate sobre a igualdade de gênero e desconstrução do preconceito que já está tão enraizado na nossa sociedade. Deve ser um lugar em que meninos e meninas possam ser o que são, com todo o seu potencial e particularidades. É fundamental que esse debate seja feito nas escolas, não só em sala de aula, mas em projetos que envolvam também os pais e todos os profissionais de educação. É importante que a escola combata práticas de violência simbólica e física. É necessário que os alunos não sejam desencorajados de fazer atividades e tarefas tradicionalmente consideradas inadequadas para cada gênero.

O combate ao preconceito de gênero ainda é necessário – e urgente!

Debate de Gênero

Universidade da Califórnia oferece opções de Gênero Trans em Ficha de Admissão

A Universidade de Califórnia (UC), dos Estados Unidos, anunciou uma importante medida que lança luz sobre o debate pedagógico de gênero: a partir do ano que vem, a instituição permitirá que os candidatos aos cursos possam se identificar com as categorias “masculino”, “feminino”, “homem trans”, “mulher trans”, “gênero não-binário” (pessoa que não se identifica com os gêneros masculino e feminino) e “identidade diferente”.

O objetivo da medida é “ajudar a universidade a entender melhor as demandas dos estudantes e atendê-las melhor”. Além disso, a UC oferecerá disciplinas de estudos de gênero e sexualidade interdisciplinares em todas as áreas da instituição, para “identificar maneiras de evoluir o aprendizado dos estudantes sobre as questões LGBT” (leia mais em http://bit.ly/opçõesdegênerotransemfichadeadmissão).

Esperamos que essa proposta sirva de exemplo para as instituições e escolas brasileiras, ainda marcadas preconceito em relação às diferentes formas de identificação de gênero e orientação sexual dos alunos e funcionários.

Prova disso é a polêmica sobre a inserção desse debate tanto no Plano Nacional de Educação (PNE) quanto nos Planos Estaduais e Municipais (leia mais em http://bit.ly/polêmicasobreadiscussãodegênero).

É fundamental que as escolas sejam espaços acolhedores, promotores e respeitadores da diversidade, nos quais o debate sobre a sexualidade possa ser feito de forma democrática, sem constrangimentos ou restrições.

Respeitar as diferenças é o primeiro passo para a construção de uma sociedade mais justa e menos violenta.

Infelizmente, essa ainda não é uma lição que aprendemos na escola!

#DebatedeGênero
#odebateélivre
#DesconstruindoParaConstruir

 

Debate de Gênero Sem Categoria

O combate à pornografia de vingança seria um fazer Pedagógico?

As novas tecnologias podem ser instrumentos para a prática de velhas violências. Um exemplo disso é a prática da divulgação não autorizada de vídeos, fotos e demais conteúdos íntimos na internet.

De acordo com um levantamento feito pela ONG Safernet Brasil, que monitora violações de direitos humanos na internet, o número de vítimas de pornografia de vingança atendidos pela organização dobrou entre 2012 e 2013. As denúncias são mais frequentes entre jovens de 13 a 15 anos de idade (35,71%) e de 18 a 25 (32,14%), mulheres em 77,14% dos casos.

O assunto vem ganhando visibilidade, sendo, inclusive, tema de uma reportagem especial na Globo News este mês (veja aqui – http://bit.ly/jovemquetevevideointimodivulgado )

Essa violência, que atinge principalmente jovens mulheres, ganha espaço nas escolas, que muitas vezes acabam sendo mais um lugar de humilhação e exposição indesejada. Ao invés de combater o machismo e promover a valorização das meninas, muitas instituições ignoram o problema, reforçando a ideia de que a sexualidade deve ser encarada como tabu.

Debater o tema de forma aberta é o primeiro passo para mudar essa realidade de opressão sexista. O combate ao machismo é pedagógico!

#PornografiadeVingança
#odebateélivre
#DesconstruindoParaConstruir

Debate de Gênero

Triplica o uso do nome social de alunos Trans.

O número de alunos trans que passaram a usar o nome social nas escolas públicas de São Paulo triplicou entre março e junho deste ano, passando de 44 para 127. O levantamento foi feito pela Secretaria Estadual da Educação do Estado de São Paulo e divulgado pelo portal G1 (leia mais emhttp://bit.ly/nomeédireito)

Desde 2010, o decreto estadual 55.588 garante esse direito a todos que solicitarem a modificação do nome em suas instituições de ensino. A maioria dos requisitantes faz parte do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) – e muitos largaram a escola na adolescência por conta do preconceito.

Nome não é mero detalhe! É parte fundamental da nossa personalidade.

Viver a própria identidade de gênero é um direito básico que não deve ser violado – principalmente nas escolas. Esse assunto ganha ainda mais importância atualmente, quando a discriminação por gênero e orientação sexual torna-se um ponto polêmico na elaboração dos Planos Municipais e Estaduais de Educação, que estão sendo debatidos em todo o país.

Nós, do Reconsidere, defendemos que a escola deva ser um espaço de igualdade de direitos e de respeito às identidades.

(Fotos: G1 e Reprodução/Facebook)

#odebateélivre
#nomeédireito
#igualdadedegênero

Debate de Gênero

O machismo é uma violência e pode matar!

O machismo é uma violência e pode matar!

Essa é uma lição que estudantes de escolas públicas nas periferias de São Paulo têm aprendido desde o ano passado. Desde 2014, pelo menos 12 alunas do estado abandonaram os estudos e tentaram suicídio após seus nomes aparecerem no chamado “TOP 10”, ranking que elenca as meninas consideradas “mais vadias”.

Cada colégio tem sua lista e a relação circula pelo WhatsApp, vídeos no Youtube, Facebook e até cartazes colados nas escolas.

Em alguns bairros paulistas, muros foram pixados com o nome das alunas e xingamentos. Algumas meninas também tiveram vídeos e fotos íntimas divulgados na internet sem consentimento. O assunto já foi até tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, no último dia 10, quando foi sugerida a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os casos (leia mais emhttp://migre.me/qp3wp). A prática também já foi registrada em escolas de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

Algumas meninas estão sendo hostilizadas por práticas que não cometeram e outras estão sendo constrangidas e humilhadas apenas por usufruírem da sua sexualidade. Já circula na internet também o “TOP 10” dos meninos, mas essa lita é vista como um prêmio para os alunos, que são considerados “pegadores”. A lógica por trás desse ranking reproduz a cultura machista na qual estamos inseridos: para os homens, sexo é prazer e prestígio, para as mulheres, é motivo de condenação, culpa e vergonha.
Para muitas meninas no Brasil, a escola se tornou um lugar traumático e violento.

A sexualidade e os usos das novas tecnologias, ao invés de suscitar debates nas salas de aula, tornam-se tabus.

E você, acha que as escolas devem abordar esses temas com as estudantes?

#odebateélivre
#desconstruindoparaconstruir
#igualdadedegênero