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CONTOS DE UMA VIAGEM TRANSFORMADORA

A BIBLIOTECA-ESCOLA

Já eram 18h da tarde e mais um dia se encerrava. Mais um capítulo chegava ao seu ponto final ou talvez apenas em suas reticências habituais que criavam a expectativa de um novo encontro. Lá estava uma criança, de aproximadamente 6 anos, desafiando o tempo que lhe convidava à retirada, mas seu desejo de ali permanecer era tão forte como a expressão de sua alma. Desejo por apenas mais uma leitura, mais um singelo folhear de páginas, entre risadas de canto de boca em meio à ansiedade de estar disputando com o tempo, segundos preciosos – como quem diz: ‘’só mais um pouquinho…’’

Lá estava a criança e seu livro, em um lindo diálogo solitário de amor e partilha. A Biblioteca El Limonar, em Medellín, Colômbia, necessitava fechar sua casa. Era uma sexta-feira. Todos já estavam cansados. Mas a criança ali permanecia fiel ao seu mundo de descobertas.

Convite feito.

– Venha, venha! Veja esse livro…                          

Dando as mãos a Jéssica, diretora da Biblioteca, a criança a leva até o seu livro, convidando-a para seguir seu importante diálogo. Atenta, Jéssica escuta cada palavra que sai da criança e das imagens do livro ‘’Los Colores’’. De maneira muito sensível e acolhedora, Jéssica retribui o convite, sugerindo a criação da mesma ideia do livro – imagens de mãos com diferentes cores – junto com a criança na manhã seguinte.

Estava perto e longe. Via de fora, como um observador, nesse privilegiado camarote da vida, mais uma vez, o brilho nos olhos de uma criança explodir, tamanha era sua felicidade com a proposta.

Em frações de segundos, tudo mudou. A criança se dá conta que não poderia no dia proposto, pois teria uma partida de futebol.

Olhar desesperado. Incrédulo. Vazio.

– Tia, mas amanhã eu não posso!

Sentia que a criança quase chorava.

Jéssica contesta.

– Não há problema algum, meu amor. Fazemos então em outro dia em que você possa.

A Terra gira. Novamente, tudo muda. Mais uma explosão de felicidades.

Dessa vez era tão grande, que era necessário convidar mais pessoas para conhecerem o livro e a desafiar mais uma vez o tempo.

Não havia como a biblioteca se fechar, mesmo com todos os trabalhadores cansados em mais um dia de jornada, aquela criança era a expressão máxima da nossa natureza humana de aprender e se encantar pelo conhecimento – principalmente quando não existem as fatídicas intervenções dos que moldam para sua linha de produção.

Ficava pensando nos motivos que nos levam a perder boa parte desse encantamento genuíno infantil na medida em que envelhecemos.

Depois do tio, pai, tia, primo, avô, cachorro e o periquito também conhecerem o livro ‘’ Los Colores’’ – a criança se vai com a certeza que as boas histórias terminam com reticências, assim como se dá em cada dia nessa biblioteca que constrói livros eternos sem se preocupar com o ponto final.

Ali eu fico, ‘’enamorado’’ de um momento lindo – em que só vi, escutei e nada falei.

Não era preciso.

Apenas admirei e sorri com a experiência de conhecer um espaço que ressignifica diariamente a ideia que eu tinha de ‘’bibliotecas’’. Esqueçam um   lugar restrito, de portas fechadas, cada qual em seu mundo, em silêncio, silêncio, silêncio… Na Biblioteca El Limonar há vida, barulho, respeito, arte, construção de conhecimento e muito amor – um lugar que nasce da inquietude de sua comunidade. Localizada numa zona de conflito de facções, símbolo dos anos de guerra que marcaram a Colômbia, a biblioteca se configurou como uma zona neutra, onde ali se construía e não se destruía. Ah, importante dizer: sempre juntos. Jovens que se odiavam por uma simples fronteira geográfica ali brincavam, esqueciam as desavenças e desfrutavam juntos de cada vivência.

Fiquei espantado em ver tantas crianças, jovens, adultos, idosos com uma vontade imensa de estar aí. Vontade essa, que honestamente, nunca senti. Até porque, em geral, as bibliotecas que conhecia estavam sempre de portas fechadas. Ou abertas, mas fechadas.

Quando tive acesso à programação daquele espaço que desenvolvia oficinas de ciências, fotografia, robótica, passando pela construção de uma horta e na forte valorização do conhecimento popular, entre outras atividades, não tive dúvida que estava numa escola e ali queria ficar.

Disse à Jéssica:

– Não sei se vocês se deram conta, mas esse espaço é uma linda escola. Na verdade é até melhor que não tenham percebido, pois a possibilidade que temos de ressignificar uma escola é não querendo ser uma.

 

CONTOS DE UMA VIAGEM TRANSFORMADORA

La Toma de Winterhill – A Ocupação de Winterhill

O recado está sendo mais do que dado. Seja no Brasil, no Chile ou em qualquer lugar: quando os ouvidos não escutam, os estudantes ocupam!

Não se trata meramente de dar voz aos estudantes.
Isso eles já têm.

A pergunta é: estamos ouvindo o que esses jovens têm a dizer?

O coletivo Reconsidere visitou uma escola ocupada no Chile – Winterhill, situada em Viña del Mar.

Tivemos a oportunidade de conhecer a luta dos estudantes organizados de Winterhill, uma escola privada, mas subvencionado pelo Estado – modalidade existente no país.

Para aqueles que ainda têm alguma dúvida da importância de se discutir o conceito de comunidade escolar, os estudantes de Winterhill explicam com enorme prioridade do que se trata. E mais, a importância de se valorizar esse sentimento.

Nós do Reconsidere apoiamos a luta desses jovens engajados que enxergam a transformação da realidade não como um processo natural futuro, senão pegando com as próprias mãos o presente que lhes pertence.

Aquele mesmo presente que a maioria das escolas tradicionais rechaça, em detrimento, de um projeto de futuro que acredita que os jovens hoje não são ninguém.

Nosso coletivo continuará apoiando, participando e construindo conjuntamente com os estudantes do Brasil, Chile e qualquer outro país a tão necessária revolução educacional inspirada por essa juventude.

Esse é o primeiro vídeo produzido no projeto Reconsidere – A Viagem, onde estamos viajando por 6 países da América do Sul conhecendo projetos alternativos de educação.

Acompanhe nosso trabalho.

Em breve, publicaremos mais vídeos em nosso canal e nas mídias sociais.

Trilha Sonora: Perota Chingó – músicas:
Un derecho de nacimiento
Inca Yuyo
La complicidad

Produção: Coletivo Reconsidere e Estudantes Organizados de Winterhill

Contato: odebateelivre@gruporeconsidere.com
Facebook: https://www.facebook.com/gruporeconsi
#LaTomaDelWinterhill #reconstruircomunidad
#‎Ocupatudo #‎vaiterprotesto #‎Reconsidere

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[Español]El mesaie está siendo más que dado. Sea en Brasil, en Chile o en cualquier lugar: cuando los oídos no escuchan, los estudiantes ocupan!

No se trata meramente de dar voz a los estudiantes. Eso ellos ya tienen. La pregunta és: ¿estamos oyendo lo que esos jóvenes tienen a decir?

El colectivo Reconsidere visitó una escuela ocupada en Chile – Winterhill, situado en Viña del Mar.

Tuvimos la oportunidad de conocer la lucha de los estudiantes organizados de Winterhill, una escuela privada, pero subvencionado por el Estado – modalidad existente en el país.

Para aquellos que aún tienen alguna duda de la importancia de discutirse el concepto de comunidad escolar, los estudiantes de Winterhill explican con enorme prioridad del que se trata. Y más, la importancia de valorarse ese sentimiento.

Nosotros, del Reconsidere, apoyamos la lucha de esos jóvenes engajados que miran la transformación de la realidad no como un proceso natural futuro, sino tomando con las propias manos el presente que les pertenece.

Ese mismo presente que la mayoría de las escuelas tradicionales les quita, en detrimento de un proyecto para el futuro que cree que los jóvenes de hoy no son nadie.

Nuestro colectivo seguirá apoyando, participando y construyendo junto con los estudiantes del Brasil, Chile y cualquier otro país la necesaria revolución educativa inspirada por estes jóvenes.

Este és el primer video producido en nuestro proyecto – Reconsidere El Viaje – donde estamos viajando en 6 países de América del Sur, visitando y documentando proyectos alternativos de educación.

Sigan acompañando nuestro trabajo.

En breve, publicaremos más videos en nuestro canal y en los medios de comunicación social que tenemos.

Banda sonora: Perota Chingó – Canciones:
Un derecho de nacimiento
Inca Yuyo
La complicidad

Assista mais aqui.

CONTOS DE UMA VIAGEM TRANSFORMADORA

A RECUPERAR LA EDUCACIÓN CHILENA

Con el derrocamiento del gobierno popular de Salvador Allende, en el año 1973, y la instalación de la dictadura cívico-militar liderada por el General Pinochet, la educación en Chile fue secuestrada por la elite, se entregó el futuro de nuestro país a los intereses de los explotadores y el mercado, es decir, al capitalismo.

Misma situación vivida en la mayoría de los países latinoamericanos, ante el avance de los sectores populares, la clase privilegiada, el empresariado, no dudo en reaccionar, manchando nuestra cordillera, nuestros mares, nuestras selvas, nuestros desierto, de sangre, desaparecidos y tortura.

En nuestro país, la educación pública fue desmantelada, algunas de sus medidas fueron: el estado dejó de conducir y liderar la gestión de las escuelas, liceos y universidades entregándole ese rol a las municipalidades, generándose grandes desigualdades entre las comunas con más y menos dinero, prohibición de la organización estudiantil, buscando eliminar la expresión y la democracia, se colocó la educación al servicio del mercado, desvinculándose completamente de la realidad del pueblo chileno, creación de múltiples universidades, centros de formación técnica e institutos profesionales privados, en contradicción con la baja de recursos en las instituciones públicas, entre muchas otras.

Con el pasar de los años, el pueblo chileno se ha movilizado firme y organizadamente para cambiar el legado de la dictadura en la educación, logrando algunos avances en esta materia, importancia histórica toma el ciclo de movilizaciones del año 2011, en donde el conjunto de la sociedad salió a las calles a manifestarse por una educación gratuita, libre, de excelencia y sin lucro.

Como jóvenes y niñxs, hoy tenemos una gran tarea, debemos seguir profundizando las luchas desarrollados en años pasados, por secundarios, universitarios, profesores y apoderados, alzando la voz e impulsando como elemento principal: LA RECUPERACIÓN DE LA EDUCACIÓN, es decir, el fortalecimiento de la educación pública, la democratización de los espacios educativos, la gratuidad universal para todxs lxs estudiantes y la vinculación de la educación con los intereses y necesidades de Chile y los sectores populares.

Para lograr nuestros objetivos, tenemos que usar todas las formas de movilización a nuestra disposición, sin temor a equivocarnos ni a represalias, las marchas, los paros, las ocupaciones, las intervenciones culturales, etc. lo que se nos ocurra; la creatividad tiene que ser explotada al máximo, esforzándonos por sumar, sumar y sumar; construyendo poco a poco, la nueva educación que Chile y Latinoamérica necesitan.

 

#Reconsidere

Fotos [Re]Considere

[Re]Considere A Festa

O que dizer…. Obrigado muito pela presença de todos!

Nós passamos da quarta meta, ou seja conseguimos mais de 20% do que planejamos gastar de transporte, alimentação e hospedagem durante a viagem. Obrigado mesmo a todos os que foram até lá e estiveram conosco neste dia maravilhoso.

Amamos vocês!

[Re]Canto dos Estudantes

EDUCAÇÃO EM NOSSAS SALAS ESTÁ FAZENDO FALTA.

Educação em nossas salas está fazendo falta, Tanta gente riscando seus sonhos da pauta,

Fico apenas olhando pela janela, Dilemas e paradigmas inúteis dessa cidadela,

Criticam o Diferente de forma manipuladora, Eis a defesa da medíocre ideia conservadora,

Agindo com suas formas errantes, E acabando com idéias de mentes brilhantes,

Nas escolas hoje se vê esse pecado, Alunos inteligentes na lista de Reprovado,

São obrigados a viver com esse dilema, “Aprender” tudo no tempo que é imposto pelo sistema,

E o menino sem entender, entristecido se cala, Acaba perdendo seu conteúdo faltando ou matando aula,

Colégio, do portão pra dentro uma Cela da depressão, Trancando seus sonhos enquanto passam a Correção.

Educação Inclusiva

Inclusão, só se for para todxs.

Por quantos anos você frequentou a escola? Desde a Educação Fundamental? Desde a creche? Quem sabe o berçário… Lá permaneceu até o Fundamental II? Quem sabe, o Ensino Médio?

Se tiver menos de trinta anos, talvez tenha frequentado também o Ensino Superior. Se essa é sua história, possivelmente, você não tenha deficiência. Mais possivelmente ainda, não tenha um transtorno mental. Tampouco viveu em situação de rua. Se essa é sua história, possivelmente, você consiga se recordar de uma ou duas pessoas, ao longo de todo seu período escolar, que vivesse uma das condições a que me referi acima.

Provavelmente, lembranças que podem ser contadas em uma das mãos. Pessoas em situação de grande vulnerabilidade social ou pessoas diagnosticadas com deficiência ou transtornos mentais não costumavam fazer parte do dia a dia escolar até o início dos anos 2000. Muitas vezes, sob a justificativa de que essas pessoas teriam necessidades tão específicas que só poderiam ser atendidas em serviços especializados, nós apoiamos e promovemos sua escolarização em espaços segregados.

A partir dos anos 2000, com o início das políticas de inclusão escolar, muito influenciadas pela Declaração de Salamanca, de 1994, passamos a refletir sobre o caráter excludente de nossas escolas, que não são organizadas para reconhecer e acolher a todos os seres humanos, com toda sua pluraridade de manifestações individuais, regionais, culturais, religiosas, etnicorraciais, etc.

As reflexões também partiam de outra consideração: a de que a convivência na diferença promove um processo de socialização mais rico, na medida em que nos coloca diante de novas possibilidades de singularização e nos permite pensar outras maneiras de ser, estar, agir, perceber, experimentar os objetos da cultura e as relações humanas. E isso é tarefa da escola, ora. É tarefa da escola apresentar mundos que permitam que saiamos de nós mesmos e possamos encontrar outros mundos para, então, reinventarmo-nos. Reinventarmos mundos.

Assim, reconhecer que a escola é lugar de viver relações e formas de estar no mundo, permite aprofundar nosso compromisso com um processo de socialização que não reproduza de maneira mecânica a vida que levamos, mas que crie novos possíveis.

Porque, como disse a filósofa Marilena Chaui, liberdade é inventar novos possíveis. Uma escola que se transforma para receber os humanos todos, não independentemente de suas diferenças – muito pelo contrário –, mas justamente considerando suas diferenças, poderia ser um importante passo no sentido de fortalecermos uma dimensão da escola que tem sido muito falada, mas quase nada experimentada: aquela que se compromete com o processo de humanização.

Defender a escolarização em conjunto para todxs não é um ato de caridade, de bondade ou meiguice. Não defendo a inclusão de todxs, em nome de um ou outro agrupamento humano. Defendo o direito à educação em conjunto para todxs porque aposto que é na relação com xs outrxs que criamos os novos possíveis e, portanto, avançamos em nossa liberdade de viver o humano em nós. Todxs nós, sem restrição.

[Re]Consideremos, portanto.

Biancha Angelucci Psicóloga, professora da Faculdade de Educação da USP. b.angelucci@usp.br

Educação Vídeos

Hierarquização Escolar – Coletivo Reconsidere

O assunto é hierarquização escolar. Alguém aqui já parou para pensar nisso?

Professores olham de cima para baixo; alunos, quase sempre acuados, de baixo para cima.

Quantos e quantos questionamentos dos alunos morrem antes de nascer por causa desse modelo inibidor das nossas salas de aula?

Deseja-se verdadeiramente educação ou subordinação?

Qual é – ou foi – o preço disso na sua formação?

Nossa causa é a educação.

Produção Reconsidere: Christian Theme, Estevão Balado, Franco de Castro, João Paulo Gouveia, Rafael Castro e Rodrigo Carvalho.
Imagens: Douglas Lima

Educação Vídeos

Por Trás dos Muros – Coletivo [Re]Considere – MC CT Caixa Baixa

Incomodado com o modelo escolar obsoleto e alienante que impera há séculos nos ensinos públicos e particulares, um grupo de amigos de Niterói se juntou para plantar uma semente de reflexão na cidade. Somos o coletivo Reconsidere. Queremos gerar debate – na rua, na internet, nas salas de aula, em seminários, nas esferas de poder. Queremos que a sociedade debata de maneira consistente – começando por aqui, pela internet – possíveis caminhos para rompermos com o pensamento unilateral de educação. Da maneira atual – com alunos castrados, que abdicam de sonhos e se transformam em profissionais frustrados – não dá mais.
Esse é o primeiro vídeo do Reconsidere, realizado em parceria com o projeto educacional Construindo Saber.
A música ‘’Por trás dos muros’’ busca, em cada verso, provocar questionamentos sobre esse modelo escolar castrador, autoritário, que não estimula a criatividade. Muito menos o potencial dos alunos.

Por trás dos muros
Letra: Christian Theme (Ct caixa baixa) e Franco de Castro

Eu vejo a escola se igualando a uma cadeia
Os alunos confusos perdidos, de cara feia
As grades e autoridades, que prendem a liberdade…
Acabam com a autonomia , com a poesia e criatividade.
E eu não consigo entender/
Porque o mundo não quer ouvir os jovens tem a dizer?
Será que é o medo da mudança?
Será que é insegurança…
Adultos com medo que desde cedo
Acabam com os sonhos de uma criança…
O que será, o que será?
De uma sociedade que não carrega verdade no olhar
Vidas e vidas reduzidas a uma prova de vestibular
Por isso larguei a escola ‘’cedin’’, sabia que não podia aceitar
Pois nascemos pra pensar e não pra reproduzir, diz que conhece o mundo lá fora, mas quem é que olha pra si?
Vamos acordar, nos questionar, lutar, refletir…
De olhos vendados, como é que se faz para reagir?
Pois são manipulações, de gerações, em gerações e… parte da culpa e da nossa falta de questionamento
É muita matemática teoria ao invés de prática, didática formando alunos vazios por dentro.
Cadê revolução, evolução de mentalidade, cadê a doação, motivação, seriedade, solidariedade, coletividade, liberdade de expressão, expressão de liberdade?
(Trec trec com tic tac), o barulho encerra mais um dia.
Quantas e quantas poesias se perdem na burocracia?
Eu cheio de ódio, olhando para o relógio em cima do quadro, ansioso, cheio de tédio – parece que ele está parado.
Estático, imóvel, disciplinado.
Desde o fundamental, esperando tocar o sinal , quase passando mal
… só os olhos nas grades da janela, sem ar, sem sentir a arte da vida bela.
O que será o que será senhor….??
Que nos faz tão formatado como um robô?
por isso que eu digo…. a ditadura não acabou… não acabou… não acabou…
Me deixem ser livre, sonhar, fazer o que eu quero
Me deixem ser eu, seguir de modo sincero
pois na vida quem sabe o que é certo, é você o Deus ou sou eu quem rezo!?

Produção Reconsidere: Christian Theme, Estevão Balado, Franco de Castro, João Paulo Gouveia, Rafael Castro e Rodrigo Carvalho.
Imagens: Douglas Lima