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Educação

Un poquito de historia… WINTERHILL

El Cole107090933gio Winterhill nació en el año 1975, plena dictadura militar, todo Chile tenía en la mira lo mismo, sacar al dictador Pinochet del poder, el colegio fue un espacio distinto, de acogida, protección y amor; lxs sin voz, lxs perseguidxs tenían un espacio.
El tirano dejó de ser el capataz de Chile, pero el legado de su gobierno, sigue siendo la guía que marca pauta en el estado y sociedad chilena, el neo-liberalismo es la ideología que dirige el baile.

El mercado impera, el dinero manda, las sociedades anónimas son la moda, acciones en la bolsa de valores definen el valor de las personas.
El mercado atacó y se apoderó de todos los espacios de Chile, la educación no fue la excepción, sociedad anónimas e inmobiliarias se hicieron dueñas y administradoras de la educación chilena.

El Winterhill también vivió el proceso, una sociedad anónima se hizo con el control de la institución, y es cierto, en un inicio lxs trabajadorxs eran lxs dueños del colegio, como debiera ser en todo proyecto de educación alternativa, pero también es cierto que un pequeño puñado de “socios” se apoderó de la sociedad, marginando a lxs demás trabajadorxs y a la comunidad de la gestión y dirección del colegio.

Desde hace un par de años, se comenzaron a escuchar con fuerza en nuestro colegio, cuestionamientos hacia la estructura y forma que había tomado la administración del mismo, se comenzaron a escuchar voces de transparencia, de democracia.
El directorio de la sociedad y el gerente hicieron oídos sordos, no sabían que mientras se encerraban en su postura de no incluir a la comunidad en la toma de decisiones, las semillas comenzaban a brotar, un gran movimiento de apoderadxs, trabajadorxs y estudiantes estaba floreciendo, con ganas de transformar la realidad del Winter, y así sucedió, conseguimos el consejo escolar resolutivo, conseguimos que la sociedad anónima sincerará sus intenciones, entre muchas otras cosas.

Y ojo que es solo el comienzo, seguimos atentxs, construyendo un mejor Winter, participativo y democrático, en donde todas las opiniones sean escuchadas, construyendo una educación alternativa para el presente y el futuro.

WINTERHILL

Educação

Biblioteca Parque: a cereja do bolo que não temos.

Está semana houve uma grande mobilização após o anúncio do governo Fluminense de fechamento das Bibliotecas Parque. Este projeto tem como referência as Bibliotecas Parque de Medellin, mas esse referencial, que só está no equipamento cultural em si, passa longe das políticas mais amplas que envolvem as bibliotecas colombianas. Este, portanto, é um momento propício para refletirmos como a política para as bibliotecas, o livro e a leitura do nosso estado e dos nossos municípios permanece incipiente.

A política Colombiana para a área, além da “cereja do bolo” que é a Biblioteca Parque, consiste em políticas e ações mais vastas para bibliotecas públicas, universitárias, escolares e, ainda, os centros de documentações. Para subsidiar estes institutos, foi criado o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, composto de várias redes e subsistemas e com financiamentos dos governos federal, estaduais e municipais. Um bom exemplo destes esforços é a Cidade de Medellín, que investe 40% do seu orçamento em educação, além de 5% em cultura.

No Brasil, temos como exemplo de uma política mais efetiva o Estado do Rio Grande do Sul, que desde 1977 vem estruturando o seu sistema de bibliotecas públicas. E a partir de 1988, o seu sistema de bibliotecas escolar. Em 2013, o estado gaúcho fez o lançamento do seu Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELL) e hoje possui uma biblioteca pública para cada 22.599 mil habitantes.

Com base nos dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura, o Estado do Rio de Janeiro possui a pior taxa de bibliotecas públicas por habitantes do país, uma biblioteca para cada 110.603 mil habitantes. Atualmente muitos municípios fluminenses têm suas bibliotecas fechadas, como é o caso de Cachoeiras de Macacu. Outras cidades, com enorme população, o índice de bibliotecas por habitantes é vergonhoso. São Gonçalo, por exemplo, com mais de 1 milhão de habitantes, possui apenas uma única biblioteca.capars_0201

Apesar da lei federal de universalização das bibliotecas escolares de 2010, que determina que todas unidades de ensino do país terão que possuir uma biblioteca até o ano de 2020, quase nada aconteceu de relevante no Rio de Janeiro. Em outros estados, surgem iniciativas. A capital mineira, por exemplo, Belo Horizonte, já criou o seu sistema de bibliotecas escolares, incrementando uma verdadeira rede que vem desde 1994.

A capital fluminense, estranhamente, transformou algumas bibliotecas públicas em bibliotecas escolares, com funcionamento fora da escola. Já em Niterói, só três escolas possuem bibliotecas e o orçamento aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) para implantação das bibliotecas escolares no ano de 2016 é de apenas míseros 2.000,00 reais.

O estado do Rio de Janeiro não possui um Plano estadual do Livro e da Leitura, não possui um sistema estadual de bibliotecas públicas e nem escolar, e as bibliotecas construídas junto com os CIEPS, que poderiam ser uma alternativa para a estruturação de uma rede ampla, não cumprem o seu papel e muitas estão abandonadas.

Sem uma política efetiva e mais ampla, dotada de permanência e de recursos financeiros e humanos, temos a entrega da administração das Bibliotecas Parques às organizações sociais (O.S.), que diferentemente da Colômbia que quando não são geridas pelo próprio estado são feitas por instituições parecidas com o SESC. Com isso, estaremos suscetíveis a estes percalços, como ocorrido agora, mas que pela sua força midiática os governos municipais do Rio e de Niterói logo se colocam para solucionar o problema, sem antes realizarem os seus deveres.

 

Escrito por MARCELO MARQUES, Bibliotecário.