Educação

Há sempre luz num banho de sol

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É na cela que os olhos se apagam
Nos versos adormecidos, inertes, trancados
É na mesa que se risca o sofrimento de outrora, do agora…
– Vai embora!!!
E se chega à cela suprema que se retroalimenta
Na punição que exclui o diálogo,
Como se o fato existisse sem um passado.
Para quê investigar?
Vigiar e gritar ecoam notas graves do esporro ao anestesiar.
No ritmo ausente que se faz no presente
Com o pedido de clemência
Conjuga-se a negação do verbo resistência.
Painnnnn….
Fim do banho de sol,
Da interação interrompida
A angústia já se cria com a indisposição
As grades se fecham e se abrem os portões da lamentação.
E a ordem perpetua…
Da risada marginalizada
Da espontaneidade castrada
Da criatividade assassinada
E assim se justifica: ‘’ regras existem para serem respeitadas’’
A produção não para
Encaixota-se a criança para a venda do projeto de adulto estampado na fachada
Transmuta-se seriedade em competência
A brincadeira em imaturidade
Mata-se a curiosidade
Para emergia a obediência.
Domestica-se o comportamento
Mas nos vidros estalantes das janelas,
Ecoam os pensamentos
Esses sim, podem voar e fugir de qualquer confinamento.

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